Três dias depois de assumir a presidência da Colômbia Juan Manoel Santos já está se reunindo com o presidente da Venezuela Hugo Chávez, o que deve acontecer nesta terça-feira. Vê-se que se concretizam as expectativas de que, diferentemente de seu antecessor Álvaro Uribe, Santos iria partir para o diálogo com o seu vizinho. E o faz por dois motivos. Um deles, porque recebeu sinal verde de Chávez, que mandou o seu embaixador Nicolás Maduro acompanhar a posse de Santos em Bogotá, iniciando um diálogo de reaproximação com a chanceler Maria Angela Holguín. E também pela declaração de Chávez no domingo, em seu programa Alô Presidente, pedindo às Farc que abandonem as armas e entreguem os reféns em seu poder sem restrições. Então, campo aberto nesse sentido. E o outro motivo que está levando Santos a negociar é de ordem econômica. Atende o interesse do empresariado colombiano. Afinal, a Venezuela é o maior parceiro comercial. De lá vem o petróleo e para vão os alimentos e manufaturados que a Colômbia produz. Interromper este fluxo significa grandes prejuízos para ambos os lados. Daí a busca imediata de uma negociação, com a finalidade de reatar as relações entre as duas nações.