Hugo Chávez continua o mesmo. Em março, deslocou suas tropas para a fronteira com a Colômbia, em solidariedade ao Equador, quando forças colombianas atacaram as Farc em território equatoriano. Agora, quando o presidente boliviano Evo Morales expulsa o embaixador americano, Chávez faz o mesmo: expulsa o embaixador americano da Venezuela. Isto, que há cerca de um mês Chávez esteve almoçando com o embaixador Patrick Duddy, manifestando seu desejo de manter um bom relacionamento. Agora o expulsa.
Ao mesmo tempo, Chávez está acusando um complô para assassiná-lo. Isto, enquanto ele está em plena campanha, com vistas às eleições gerais de novembro. E mais uma vez implicou os EUA, sem mostrar provas. Ou seja, todos esses atos de Chávez não passam de encenação com vistas a ganhar votos para os seus candidatos em novembro. O problema é que, em nome dessa campanha, ele cria uma crise internacional e mais um caso com a maior potência do mundo.