O presidente Lula fez o mínimo que se esperava em represália à decisão do Equador de expulsar a Odebrecht do país. Suspendeu o envio de uma missão ao Equador que, sob a liderança do ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, iria, na quarta-feira, dia 15, tratar da ligação entre o porto equatoriano de Manta, no Pacífico, a Manaus, possibilitando um corredor interoceânico. A proposta prevê a construção de estradas, portos, aeroportos e hidrovias.
Suspender o envio dessa missão é o mínimo que o governo brasileiro poderia fazer, num primeiro momento. Porque a ação requer uma reação bem mais forte do que esta. Até porque, além da Odebrecht, também a Petrobrás está na alça da mira de Rafael Correa. E ambas as empresas tem contrato com o governo equatoriano para a realização de seus trabalhos. Então, é preciso, mais do que nunca, que o senhor Rafael Correa se dê conta de que contrato é algo para ser cumprido. Se acha que o mesmo é exploratório, que busque uma renegociação. Agora, expulsar uma empresa do porte de uma Odebrecht, e quando ainda há financiamentos do BNDES nas obras que ela realiza, significa criar um caso diplomático com outro país.
Espera-se que o presidente Lula faça ver isto ao seu “amigo” Correa e não tenha a mesma condescendência que teve com Evo Morales. Caso contrário, não haverá mais respeito pelo Brasil na região.