Apesar da crise que atinge a zona do euro, colocando em dúvida a utilização da moeda única, mais um país acaba de se integrar ao grupo. Desde este domingo, a Estônia, república do Báltico, ex-satélite soviético, passa a ser o 17° integrante do bloco. Embora toda a discussão que se estabeleceu nos últimos tempos, a Estônia alega que com o euro reduzirá o risco cambial da economia, porque esta já está atrelada á moeda européia. A Estônia passou a ser chamada de “tigre báltico” devido à rápida passagem de uma economia centralizada, do tempo da URSS, a uma de mercado. Também pesou o rápido crescimento do país, que se deu através do investimento estrangeiro, do aumento do crédito e do consumo interno, ao trabalho barato e à produção industrial de baixo valor agregado. O país também é um dos poucos integrantes da União Européia que tem conseguido cumprir a meta de manter o déficit fiscal abaixo de 3% do PIB. Isto que o país viu o seu PIB despencar em 2008, com – 5,1% e em 2009, com -13,9%. Conseguiu se recuperar em 2010, graças a um programa de austeridade, com corte de gastos, o que representou deflação e desemprego. A Estônia já estava profundamente atrelada ao euro, pois o seu regime cambial e o seu comércio exterior já eram fixados na moeda comum. Assim, o governo da Estônia entra com confiança na zona do euro, embora o mesmo não se dê com boa parte de sua população, tendo em vista que só 52% apoiaram a adesão.