Depois do incidente de terça-feira no Mar Amarelo entre navios das duas Coreias e de a Coreia do Sul ter colocado suas tropas de prontidão, os EUA decidiram enviar um negociador para a Coreia do Norte. Isto se dá pelo fato de ter ficado claro que o incidente se deu por provocação dos norte-coreanos para tentar retomar o diálogo direto com os EUA. O governo dos Estados Unidos confirmou nesta quarta-feira que o enviado especial para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, viajará antes do final de ano para Pyongyang com o objetivo de dar início a conversas diretas com o regime comunista sobre seu programa nuclear. A decisão foi tomada depois de consultas aos outros parceiros que fazem parte do grupo que vem negociando com a Coreia do Norte. São eles, Rússia, China, Japão e Coreia do Sul. O diálogo do grupo com os norte-coreanos foi interrompido em 6 de outubro, por determinação do ditador Kim Yong-il, dizendo que queria negociação direta com os EUA. Na realidade, trata-se de mais uma estratégia do ditador, porque cada vez que ele concorda com o diálogo ele pede compensação. Os EUA já entregaram para ele 1,8 bilhão de dólares, na tentativa de que acabe com o seu programa nuclear, mas ele sempre quer mais. Por isto, Washington se dispõe agora a aceitar o diálogo bilateral, mas sem compensações. Simplesmente para evitar o que está se tornando: um saco sem fundo.