Os EUA já reabriram nesta terça-feira a sua embaixada no Iêmen. Portanto, ficou fechada apenas dois dias, por medida de segurança. A reabertura faz parte da estratégia de ajudar o governo do Iêmen. Manter fechada a embaixada seria uma espécie de recuo e daria mais força aos terroristas. Mas, de qualquer forma, os EUA estão em meio a mais um dilema, que é como combater a rede Al Qaeda que se estabeleceu naquele país, se nem no Afeganistão e no Paquistão, onde está com enormes contingentes militares, conseguiram este feito.
Vale lembrar que a presença da Al Qaeda no Iêmen não é um fato novo. Este ligação veio agora para a mídia, em função do fracassado atentado ao avião da Northwest, que fazia o voo Amsterdã-Detroit. Em 2000, militantes da rede terrorista praticaram um ataque ao navio americano USS-Cole, que deixou um saldo de 17 marinheiros mortos.
Assim, em outros tempos, os EUA já teriam invadido o Iêmen. No entanto, na última década aprenderam uma lição, conforme ressalta o ex-agente da CIA e hoje analista do Instituto Brookings, Bruce Riedel: usar invasão militar para resolver esses problemas não é uma opção sábia. O que precisam fazer é dar apoio ao iemenitas, sem tomar o país.