Hoje está saindo mais um contingente dos EUA do Iraque, devendo o número de soldados no país ficar, até o final do mês, em 50 mil. É o cumprimento da promessa feita pelo presidente Barack Obama ainda durante a campanha eleitoral. Ele assegurou que no dia 1º de janeiro de 2012 não haverá mais nenhum soldado americano no Iraque. Bem, há uma diferença gritante entre o que está sendo feito agora e o que está projetado para o próximo ano. Agora ainda permanecem 50 mil soldados no país. É contingente para fazer guerra em qualquer parte do mundo. Este contingente tentará dar suporte à segurança do país, a qual passará para as forças iraquianas. E aí é que está o perigo. O Iraque não está conseguindo estruturar a sua força militar, que foi totalmente dizimada após a invasão americana. As corporações militares e os postos de recrutamente tem sido os pontos mais visados pelos atentados terroristas. Como,aliás,aconteceu ainda esta semana, num atoque deixou mais de 60 mortos e mais de 100 feridos.
Então, não há segurança para os EUA deixarem o país. A não ser que resolvam abandoná-lo ao seu próprio destino. Mas isto contraria dois segmentos importantes norte-americanos. O geopolítico, que considera o Iraque um ponto estratégico, inclusive para deter um avanço do Irã. E o petrolífero, que está auferindo a “bagatela” 1,5 bilhão de dólares ao mês no Iraque. E, como tal, esses setores não vão querer ficar desamparados.
NEGÓCIOS
Os EUA diminuem as tropas no Iraque mas aumentam os negócios. Sabe-se que a retirada americana estabelece um vácuo no sistema de segurança iraquiano. Especialmente porque o Iraque não conseguiu ainda reestruturar o seu exército, que fora dizimado pelas forças americanas quando da invasão do país em 2003. E justamente um dos setores mais visados pelos terroristas em seus atentados é o militar. Como, aliás, aconteceu esta semana, em atentado que deixou mais de 60 mortos e mais de 100 feridos. Desta forma, a reestruturação do exército iraquiano para ficar a ponto de assumir a segurança do país vai levar muito tempo ainda. E o presidente Obama quer deixar totalmente o país até o final do próximo ano.
Diante disto, a solução encontrada foi a contratação de funcionários terceirizados para atuar na segurança. Num primeiro momento serão contratados 7 mil. Todos, evidentemente, de empresas americanas. Com o que, se estabelece o disse anteriormente: diminuem as tropas, pagas pelo governo americano, e aumenta o contingente de prestadores de serviço americanos, pagos pelo governo do Iraque.