A situação na Bolívia se torna a cada dia mais crítica. Um dos aspectos que se temia por aqui – a interrupção no fornecimento de gás para o Brasil – já começa a acontecer. Três, dos 31 milhões de metros cúbicos de gás que a Bolívia manda diariamente para o Brasil, deixarão de vir, em função de uma explosão ontem, que causou danos a parte do oleoduto que conduz o produto para cá. No dia anterior já havia acontecido a invasão de uma planta de distribuição em Villamontes, na região do Chaco. Planta esta pertencente à Petrobrás, em parceria com a francesa Total e a boliviana Andina. Na ocasião, o gerente da empresa, Jorge Boland, assegurou que havia interrupção no envio do gás. O mesmo já não acontece agora.
Em primeiro lugar, há que se condenar o ato de sabotagem. Não é porque se trata de um governo de esquerda com visão retrógrada, que vou deixar de condenar um ato de violência, que prejudica o país. Agora, o problema é que o senhor Evo Morales não colaborar nem um pouco para a solução dos graves problemas que o país enfrenta. Há meses que ele vem batendo de frente com os quatro departamentos mais ricos do país, justamente, pela questão relativa à distribuição dos royaties relativos à extração dos hidrocarbonetos. Morales não foi capaz de alcançar o entendimento com esses departamentos.
O que se vê agora, são os adeptos do presidente prometendo um cerco ao departamento de Santa Cruz, o mais rico do país. E para somar negativamente, o presidente determina a expulsão do país do embaixador dos EUA, Phillip Goldberg, sob acusação de estar incentivando a divisão do país. Ou seja, vai se complicar ainda mais batendo de frente também com a maior potência do mundo.
Isto tudo é o resultado da falta de visão e de diálogo do presidente Evo Morales.