El Salvador é um pequeno e pobre país da América Central que se constituiu num dos maiores palcos aqui na região da disputa entre capitalismo e comunismo. Por 12 anos, de 1980 a 1992, viveu uma sangrenta guerra civil que deixou mais de 75 mil pessoas mortas. A guerrilha de esquerda era representada pela Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional, que entregou as armas ao final do conflito.
Depois disto, o país ingressou nos preceitos democráticos que passaram a vigorar na maioria dos países da América Latina. E quem assumiu o governo foi a direitista Arena, Aliança Republicana Nacional. O nome do partido foi inspirado no seu correlato brasileiro, constituído ao tempo da ditadura militar. A Arena ainda está no poder, mas neste domingo foi apeada, justamente pelo representante da ex-guerrilheira Frente Farabundu Marti de Libertação Nacional. O jornalista Mauricio Funes foi o vencedor das eleições presidenciais e assim vai levar a FMLN ao poder.
A ex-guerrilha salvadorenha transformada em partido político se constitui num excelente exemplo, especialmente, para as Farc da Colômbia, de como chegar ao poder pela via democrática.
Metade da população salvadorenha está abaixo da linha de pobreza. E como toda a América Central, a economia é totalmente dependente dos EUA. E, por saber disto, o presidente eleito não se deixou contaminar pelo esquerdismo radical de Hugo Chávez. Sua primeira manifestação depois de eleito foi pela “reconciliação nacional” e pela aproximação com os EUA.