O mundo deve torcer para que chegue logo o dia 5 de novembro, quando Barack Obama deve ser anunciado com o novo presidente dos EUA. Pois, a partir daí, sua equipe econômica poderá começar, efetivamente, a negociar com a equipe de transição do governo Bush. O presidente está anunciando para quarta-feira o primeiro contato da equipe de transição com as equipes de Obama e de McCain. Sem se saber quem será o presidente, isto terá pouco efeito prático. Só depois da eleição é que se poderá ter algo mais efetivo.
E o que se espera é que também a partir daí se passe a ter liderança competente nos EUA, já que George Bush é o responsável por todos os fracassos americanos dos últimos anos: guerra no Iraque, déficit público e crise imobiliária e financeira, só para citar os três principais. E faltando a liderança dos EUA, falta liderança mundial. Aliás, a falta de liderança mundial está sendo apontada como a causa principal da crise ou, pelo menos, da falta de solução para a crise.
Diferentemente do militarismo de Bush, Obama promete o multilateralismo. Ações conjuntas, como fez a Europa neste final de semana, dando o que se espera seja o primeiro passo concreto no sentido de minimizar a crise. Digo minimizar, porque a solução passa pelo governo do EUA. Que, logicamente, não será com o governo Bush.