O Grupo dos sete países mais ricos do mundo, formando por EUA, Canadá, Alemanha, França, Itália, Japão e Inglaterra, decidiu, em 1998, incorporar a Rússia ao seleto grupo. O objetivo era marcar de vez o fim da Guerra Fria, tendo em vista que sete anos antes havia se dissolvido a União Soviética, quer era a potência do Leste que dava sustentação ao chamado “equilíbrio do terror”. Ou seja, a ameaça nuclear que pairava sobre o mundo e que tinha como fator de dissuasão, justamente, o fato de que havia uma igualdade em termos de poder nuclear.
A Rússia, herdeira da União Soviética, enfrentou problemas, perdeu seus satélites e teve que enfrentar movimentos separatistas como da Tchechênia. Tudo, em boa parte do tempo, sob o governo cambaleante de Boris Yeltsin. Depois que Vladimir Putin assumiu, o país se recuperou, tendo sempre um respaldo do Ocidente. Respaldo esse que passou a ser administrado justo no G-8, conforme passou a se chamar o grupo depois do ingresso russo. Esse período de distensão marcou o início de um desarmamento nuclear, tendo a Rússia, simbolicamente, virado os seus mísseis que apontavam para a Europa.
Todavia, esse período de aproximação entre o Leste e o Oeste está sendo abalado pela determinação do presidente norte-americano George Bush de voltar a lidar com armas nucleares. Quer colocar um escudo anti-mísseis e um sistema de radares na Polônia e na República Tcheca. Ou seja, em dois países que ao tempo da Guerra Fria eram satélites de Moscou. O presidente Putin manifestou a Bush a sua total inconformidade com a instalação dos sistemas. E, não vendo recuo por parte da administração americana, ameaçou apontar novamente os mísseis russos para a Europa.
É sob esse prisma que Bush e Putin vão para o encontro do G-8 que começa hoje na Alemanha.