Três questões merecem ser analisadas dentre as decisões tomadas durante a reunião do G-8, que termina hoje na Alemanha. Uma delas, diz respeito à Rodada Doha, que trata do comércio mundial. Países em desenvolvimento, como o Brasil, querem uma implementação na liberação do comércio, mas encontram sérias barreiras nos países membros do G-8. É o velho protecionismo, refletido por subsídios e barreiras não tarifárias, que segue vigorando. EUA e Europa falam em liberar o comércio. Mas, para os outros liberar, evidentemente. Eles não o fazem. E o tema vai sendo empurrado com a barriga.
Outro tema que foi empurrado, este com uma imensa barriga, é o combate ao aquecimento do planeta. O que foi considerado como “uma grande decisão” pela primeira-ministra Ângela Merkel, foi o acordo para que até o ano de 2050 seja estabelecida uma redução de 50% na emissão de gases poluentes na atmosfera. Ora, para isto já existe o Protocolo de Kyoto e este estabelece até o ano de 2012 para cumprir a meta. Como disse o presidente Lula, o acordo estabelecido na Alemanha, “significa que muita gente não vai fazer nada até 2049”.
O terceiro tema que quero abordar é o referente à pretensão dos EUA de instalar sistemas de radar e anti-mísseis na Polônia e na República Tcheca. Ato que provocou uma forte repulsa por parte da Rússia. O presidente Putin, que ameaçou recolocar os seus mísseis nucleares apontando para a Europa, apresentou uma alternativa. A instalação de uma sistema conjunto, por EUA e Rússia, no Azerbaijão. O que parece uma decisão mais sensata. A bola agora fica com o presidente Bush.