O Líbano, que viveu uma terrível guerra civil de 1975 a 1990, está novamente às voltas com um conflito interno com influências externas. Envolve grupo pró-governo, que é apoiado por EUA e Arábia Saudita, e milicianos apoiados pelos radicais xiitas do Hezbollah. Este grupo apoiado pelo Irã e pela Síria. O exército libanês tem procurado manter uma posição eqüidistante, sem se envolver, procurando apenas proteger o patrimônio nacional. A Liga Árfabe fez uma reunião de emergência para discutir o assunto, mas a mesma foi boicotada pela Síria.
A preocupação maior na área é com o crescimento do Hezbollah, grupo que, em meados de 2006, enfrentou Israel no Sul Líbano, impondo o que foi considerado uma derrota para os israelenses. Algo que até hoje é cobrado do primeiro-ministro Ehud Olmert. Naquela ocasião, a Resolução 1.701 da ONU pôs fim ao conflito, determinando o afastamento do Hezbollah da fronteira com Israel. Todavia, com um exército libanês fraco e, se não houver um fortalecimento das tropas da ONU na região, corre-se o risco de uma desestabilização do Líbano, com o avanço do Hezbollah e da conseqüente influência da Síria e do Irã. E a decorrência pode ser um novo e mais complicado envolvimento de Israel.
Este é o quadro do Líbano hoje.