Enquanto discute à distância com o seu colega Hugo Chávez, o presidente Lula tenta impulsionar as relações do Brasil com a Índia. Diga-se de passagem, um parceiro da mais alta importância. Primeiro, pelo fato de a Índia se tratar de um mercado de um milhão de consumidores. É claro que a maioria é pobre, não tem poder aquisitivo, mas há um contingente de, no mínimo, 300 milhões de pessoas com condições de adquirir produtos estrangeiros. Segundo lugar, porque a Índia, que é um país de contrastes talvez até mais profundos que os do Brasil, está muito avançada no setor de software. E uma parceria nessa área poderia ajudar, em muito, no avanço desse setor aqui no Brasil. E esse, sabe-se bem, é um setor vital para o desenvolvimento de qualquer país. E há ainda o fato de a Índia formar junto com o Brasil, a Rússia e a China o chamado BRIC. Ou seja, o grupo de países em desenvolvimento que, nos próximos anos, se transformarão em potências mundiais.
Enfim, os dois países, que comercializaram dois e meio bilhões de dólares no ano passado, querem quadruplicar esse montante até 2010. Isso tudo demonstra que as possibilidades de associação confiável para o Brasil são maiores com a distante Índia do que com a vizinha Venezuela.