Poderá a iraniana Sakineh Ashtani, condenada à morte por adultério em seu país, vir parar no Brasil? Esta possibilidade passou a existir depois que o presidente Lula declarou que o Brasil poderia abrigá-la. Uma atitude que foi tomada depois de muita pressão interna e de muita hesitação por parte do presidente, que não estava disposto a interferir junto ao seu amigo Ahmadinejad. Disse Lula: “Se um país passa a desobedecer suas leis a pedido de outros líderes poderia ocorrer uma avacalhação”. Como demonstrou-se ingênuo o presidente brasileiro. A iraniana foi condenada por adultério com base na denúncia do marido. Já recebeu 99 chibatadas e deveria morrer por apedrejamento. Devido à pressão internacional, o governo de Ahmadinejad Foi “benevolente” e transformou a pena em execução por enforcamento. Tudo isto para Lula parece leis de um país que não devem sofrer interferência de outros. Ora, para justificar o programa nuclear do Irã Lula pode agir junto ao governo iraniano e aos governos de outras nações. Agora, para salvar a vida de uma pessoa que está por ser executada estupidamente, aí não pode. Aliás, salvar vida de pessoas contrárias a governos aliados de Lula não é o forte de nosso presidente. Quando ele esteve em Cuba, em fevereiro, morreu um dissidente político que estava em greve de fome. E ele, não só não fez nada para tentar evitar a morte, como ainda cometeu a asneira de comparar os presos políticos de Cuba aos presos comuns de São Paulo. E Lula ainda quer ser secretário-geral da ONU.
MONTANHISTAS OU ESPIÕES
O governo do EUA vem pressionando o do Irã para libertar três norte-americanos que estão presos há um ano em Teerã. Segundo o governo americano, trata-se de três montanhistas, que foram detidos em julho de 2009 após cruzarem a fronteira do Irã na região do Curdistão. Estariam em viagem turística e o cruzamento da fronteira teria se dado por acidente. O governo iraniano alega que se trata de três espiões e, como tal, deverão prestar contas à justiça. Bem, neste caso a dúvida permanece. Sabendo-se das estratégias que os serviços de inteligência americanos usam, tudo é possível.
EUA PRONTO PARA ATACAR
De outra parte, o chefe do Estado Maior americano, almirante Michael Mullen declarou que os EUA já tem pronto um plano de ataque ao Irã, caso se confirmem as suspeitas de Washington de que o programa nuclear iraniano levará à bomba atômica. Salientou não descartar o diálogo, mas reforçou a prontidão para uma nova guerra, “com conseqüências difíceis de serem previstas. Sintomaticamente, o Irã está acenando com a concordância em discutir seu programa nuclear com a Agência Internacional de Energia Atômica em setembro.