Duas religiões tem estado em destaque nos últimos dias. O islamismo, em função das duas mulheres suicidas, que se explodiram matando 39 pessoas no metrô de Moscou. E o catolicismo, em função dos cada vez mais numerosos casos de pedofilia que envolvem membros da Igreja. Na Rússia, as suicidas eram uma menina de apenas 17 anos, mas que já era casada e se tornou mais uma das viuvas negras, ou seja, mulheres que perdem o marido no combate que travam com as forças russas. É terrível perceber que uma menina de 17 anos não vislumbre mais nada na vida, para se explodir em nome de uma causa. Mais terrível ainda observar que a outra era uma professora, de 28 anos. Como pode, alguém que exerce a nobre tarefa de ensinar, de repente, exerça o ato de matar.
Esta prática que está se disseminando entre os islâmicos de criar homens ou mulheres suicidas está criando obstáculos para os adeptos da religião de um modo geral. Os EUA acabam de fechar o cerco nos aeroportos às pessoas de religião islâmica ou que tenham a aparência dos praticantes. Ou seja, sofrem as consequências aqueles que nada tem a ver com o radicalismo.
Quanto à Igreja Católica, o que se viu neste domingo foi uma celebração diferente da missa da Páscoa no Vaticano. Fugiu do tom religioso, sendo marcada pela defesa ferrenha do Papa Bento 16, em função das críticas que tem sido alvo, por omissão na investigação dos casos de pedofilia. Ao mesmo tempo, o assessor direto do papa, o padre Raniero Cantalamessa, teve que pedir perdão aos judeus por seu discurso de sexta-feira, em que comparou às críticas ao Papa pelos casos de pedofilia com o antisemitismo.
Nada disto precisaria estar acontecendo com a Igreja Católica se a mesma acabasse com uma exigência absurda que é o celibato para o sacerdote. Basta observar que na Igreja Evangélica Luterana, por exemplo, não acontece este tipo de acusação. E por que? Porque o pastor pode casar. Como em diversas outras igrejas evangélicas. No caso da Igreja Católica, persiste este atentado contra a natureza humana, que é o celibato, o que acaba levando aos desvios de conduta, como a pedofilia. Urge, portanto, para a Igreja Católica acabar com essa anomalia.