Depois de assinar o tratado de redução de armas nucleares com a Rússia, o presidente Barack Obama convocou uma cúpula, para a ONU, em Nova York, com a finalidade de discutir formas de evitar que armas atômicas cheguem às mãos de terroristas. Na pauta deverão estar também as questões nucleares do Irã e da Coréia do Norte. Um dos países que deveria participar do encontro é Israel, que tem demonstrado muita preocupação com a possibilidade de o Irã vir a ter a bomba atômica. No entanto, o primeiro-ministro israelense Benyamin Netanyahu decidiu, a última hora, cancelar sua participação. Não houve uma explicação do porque, mas se tornou evidente que ele quis escapar dos ataques a que seria alvo, devido ao ambíguo programa nuclear israelense. Israel não admite que tenha a bomba atômica, mas é consenso entre a comunidade internacional de que a possui. E o que aumenta esta certeza é o fato de o país se negar a assinar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual até o Irã é signatário. Ao se negar a assinar o documento, Israel fica na nada invejável companhia de Índia, Paquistão e Coréia do Norte, que são outros países que possuem a bomba.
Baseados em estimativas sobre a capacidade de produção de plutônio do reator de Dimona, no sul do país, especialistas calculam que Israel possa ter entre 100 e 200 bombas. Só que o país não revela nada.