Pouco a pouco Israel vai concretizando o seu plano de tomar para si toda a cidade de Jerusalém, o que significa dizer, incorporar a parte oriental, de predominância árabe. Mais uma etapa deste plano foi concretizada neste domingo com a demolição de um tradicional hotel palestino, que deverá dar lugar a mais um ilegal assentamento judaico. Ilegal, porque a parte oriental de Jerusalém faz parte da Cisjordânia, estando dentro dos limites traçados antes da ocupação desencadeada pela guerra de 1967. As ações de Israel, no entanto, são no sentido de ir criando um novo status quo. Ocupação gradativa, seguindo a premissa estabelecida pelos próprios israelenses de que Jerusalém é a capital indivisível de Israel.
Esta premissa, assim como as ações do atual governo de Israel, se contrapõem ao que foi estabelecido pela comissão negociadora para a paz na região, que prevê a criação de dois estados independentes e sob fronteiras seguras, sendo que o Estado palestino comportaria os territórios delimitados pelas fronteiras pré-1967. A ação do governo israelense foi criticada pela secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton e pela chefe da diplomacia européia Catherine Ashton. São as chamadas críticas para inglês ouvir. Não passam de retórica, pois, embora todo o poder dos EUA, o governo israelense não liga a mínima. Segue em frente com o seu objetivo bem definido. Enquanto isto, os palestinos só vão sendo enrolados.