O presidente Lula poderá ser a grande estrela da Conferência do Clima das Nações Unidas, que começa nesta segunda-feira em Copenhague. Conferência que ganhou força pelas decisões de EUA e China de participarem e de anunciarem metas de reduções de emissões de gases poluentes. Mas Lula quer desafiar os países presentes a superar a meta que o Brasil estipulou para a redução das emissões de CO2. O Brasil, conforme anunciado recentemente, se comprometeu a reduzir as emissões de gases entre 36,1% e 38,9%. Esses índices, com números quebrados, podem soar normais para os europeus, acostumados com a pontualidade, entre outras coisas. Lá, se um trem está programado para partir às 9 horas e 7 minutos, pode ter a certeza de que sairá exatamente na hora. Aqui, esses horários são apenas um referencial. Nunca são cumpridos. Assim é que, traçar uma meta 36,1% se constitui em algo que nós brasileiros sabemos muito bem que é uma utopia. Mas Lula vai tentar vender esta idéia em Copenhague. E com o seu poder de convencimento até pode ser bem sucedido. O problema será depois, cumprir a meta.