Escrevo de Bogotá, a capital colombiana que, como todas as demais capitais de países latino-americanos colonizados por espanhóis, tem as marcas características do colonizador. Na praça central, o palácio do Congresso, o Palácio da Justiça e a catedral, sempre imponente e decorada com ouro. Não tanto quanto as catedrais da cidade do México. Lá a suntuosidade precisou ser maior atrair ou subjugar os astecas. De qualquer forma, a praça central lembra muito o Zoccolo do México. Não só pela arquitetura, mas também pela movimentação das pessoas. Gente humilde, ocupando as ruas, que as domingos ficam bloqueadas ao tráfego. Andam de bicicleta, de patins ou simplesmente caminhando, em meio a um elenco de vendedores de milho verde assado, de abacaxi e de outras frutas nativas. De ponto em ponto, um artista amador tenta ganhar alguma moeda, cantando, tocando algum instrumento musical ou representando como estátua.
Gente que experimentou nos últimos uma melhoria no nível de vida, pelo crescimento econômico do país, e uma maior segurança, pelo esforço do governo no combate ao narco-tráfico. Gente que, segundo pesquisa do Ministério de Planejamento, reduziu o seu consumo nos últimos tempos e está procurando pagar a dívida que acumulou na época de vacas gordas.