Chegar até a China não foi fácil. Contando a saída de Porto Alegre e os tempos de vôo e de espera em aeroporto, foram 32 horas. A saída foi no domingo ao meio-dia e a chegada aqui em Shangai se deu às 8 horas de terça-feira, o que corresponde às 9 horas da noite de segunda-feira aí no Brasil. As primeiras impressões são as melhores possíveis. A começar pelos serviços de bordo da China Eastern Airlynes. De primeira qualidade, com os atendentes se esmerando o tempo em bem servir. Pouco antes da chegada uma surpresa: de repente, os passageiros estavam fazendo exercícios. A orientação partia de comissárias, através dos monitores de TV. Nada melhor depois de uma longa e extenuante viagem. Aliás, os chineses cultuam o exercício e por isto não se vê chinês gordo.
Na chegada a gente se depara com o amplo, belo e limpo aeroporto de Shangai. E logo se torna inevitável a comparação com o Brasil. Cumbica, o nosso principal aeroporto, está um pavor. É aglomero por toda a parte. Não atende a demanda. Aqui, nesta cidade que se tornou um dos maiores centros de negócios do mundo, tudo flui tranquilamente e de maneira organizada. A saída do aeroporto em direção ao centro se dá através de uma rodovia elevada, de quatro pistas de cada lado, que atravessa a cidade e faz o trânsito fluir. Aliás, o trânsito de automóveis, comparado ao número de pessoas, até que é pequeno. E, misturado aos carros, ainda se vê muitas bicicletas, uma tradição chinesa em termos de locomoção barata e saudável.
O que mais impressiona são os prédios ao longo da via expressa que liga o aeroporto ao centro. Alternam-se conjuntos de prédios de dois pisos, tipo sobrado, e edifícios residenciais. Mas tudo bem acabado e de desingn sem requinte, mas de visual agradável. Dá até a impressão de que o Partido Comunista tratou de compor esta paisagem, pois não se vê pobreza ao longo da mesma. O que não deixa de ser algo para ser conferido. Não se pode esquecer, no entanto, que praticamente toda esta pujança que hoje Shangai representa, com seus suntuosos prédios moldando a paisagem, foi construído nos últimos 20 anos, acompanhando o frenético ritmo de crescimento do país.