Enquanto o mundo tenta conter os programas nucleares da Coréia do Norte e do Irã, o Reino Unido anuncia a renovação do seu equipamento atômico. O país vai gastar de 29 bilhões a 39 bilhões de dólares em novos submarinos com armas nucleares, para substituir os que serão aposentados. Os deputados trabalhistas, que já haviam sido derrotados quando se manifestaram contra a participação do Reino Unido na guerra do Iraque, foram mais uma vez derrotados. E Tony Blair, apesar de ser trabalhista, segue com um programa de governo que se identifica muito mais com o partido conservador.
O problema relacionado à questão nuclear diz respeito não só às armas atômicas, mas até mesmo ao uso para fins pacíficos, como a geração de energia. Isto pelo temor de um acidente, o que representa uma catástrofe.
O que ocorre é que o acidente atômico é semelhante ao acidente com avião. Custa a ocorrer, mas quando acontece tem conseqüências catastróficas. A Europa até hoje ainda sofre as conseqüências do vazamento ocorrido na Usina de Tchernobyl, na Ucrânia, em 1986. Naquela ocasião, a explosão de um reator com material radioativo teve a equivalência de 200 bombas atômicas. Depois de Tchernobyl, os japoneses sentiram os efeitos radioativos, com o acidente da usina de Tokaimura, que deixou 320 mil refugiados.
Menos mal que, em termos de armas nucleares, ainda não tivemos nenhum acidente e muito menos o seu uso em combate. Em 1962, o mundo viveu o seu período de maior tensão devido à famosa crise dos mísseis que então União Soviética pretendia instalar em Cuba. Os EUA fizeram um cerco naval em torno da ilha para impedir a chegada dos mísseis. Depois de tensas negociações, os soviéticos recuaram.
Hoje são detentores de armas nucleares as cinco potências com direito a veto na ONU – EUA, Rússia, Inglaterra, França e China, e mais três países da periferia: Índia, Paquistão e Israel. E desses, pelo menos por ora, não se espera desarmamento.
Assim, que, pelo menos, não entre mais gente nesse clube.