Acuado pelas sanções econômicas decretadas pela ONU e, principalmente, pelas ameaças de ataque por parte de EUA e Israel, o regime dos aiatolás resolveu apresentar neste domingo o primeiro bombardeiro não tripulado construído no país. Chamado de Karrar, que significa atacante em persa, o avião ganhou do presidente Mahmoud Ahmadinejad o apelido de “embaixador da morte”. E advertiu que o aparelho é para evitar qualquer tipo de agressão e conflito contra o Irã.
Durante a semana o Irã já havia testado, com sucesso, o míssil Qiam-1, considerado um projétil com aspectos técnicos novos e uma capacidade tática única”. E no fim de semana o país inaugurou a central atômica de Bushehr, construída pela Rússia. A operação dessa usina, no entanto, tem a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. A usina, que vai gerar energia elétrica, funcionará com urânio enriquecido fornecido pelos russos, que se encarregarão de levar o combustível usado de volta para Moscou.
Especialistas consideram que essa usina não tem relação com o programa iraniano de enriquecimento de urânio, motivo das sanções da ONU. O perigo estaria no enriquecimento que estaria se processando no reator de Arak, este sim poderia servir para produzir plutônio, de acordo com Mark Fitzpatrick, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.
De qualquer forma, os últimos episódios não deixam de marcar uma vitória do Irã na sua disputa com o Ocidente.