Num momento em que sua popularidade começa a baixar, o presidente americano Barack Obama foi ontem ao Congresso para buscar defender o seu plano de saúde, uma das prioridades de seu governo em termos de política interna. E não é para menos, o atendimento à saúde é um tema delicado nos EUA. E motivo até de uma comparação que deixa o país em situação inferior a Cuba, onde a assistência atinge a todos os cidadãos. Nos EUA, um terço da população não tem assistência médica. E é este segmento que Obama pretende atingir. Aliás, esta foi uma de suas promessas de campanha. Em relação ao mais de 50 milhões de pessoas sem cobertura, Obama disse que será criado um novo mercado de seguros onde os indivíduos e pequenas empresas poderão comprar seguros de saúde a preços competitivos. Também assegurou que aqueles que têm plano de saúde não precisarão mudar de médico ou de empresa seguradora, ao mesmo tempo que terão vantagens, como a garantia de que as empresas não poderão negar cobertura devido a doenças pre-existentes, e terão de fornecer exames preventivos.
Depois de passar pelo pior mês de seu governo, com sua popularidade baixando para 52% de aprovação, Obama está tentando virar o jogo com o seu plano de saúde. Na véspera de seu discurso ao Congresso ele fizera um outro pronunciamento que gerou polêmica. Falou aos estudantes, pedindo que se dediquem aos estudos, ao que os oposicionistas já aproveitaram para dizer que ele estava querendo doutrinar as crianças.
Voltando à questão do seguro saúde, Obama disse que “As companhias de seguros terão um incentivo para participar deste mercado, porque isso lhes permitirá competir por milhões de novos clientes. E como um grupo grande, esses clientes terão maior escala para negociar com as companhias de seguro por cobertura de melhores preços e qualidade”. É a sua tentativa de suprir uma deficiência na saúde, que é uma vergonha para a maior economia mundial.