20 de julho de 2010 é a data limite para a retirada das tropas americanas que estão no Iraque. Isto, pelo menos, é o que está projetado caso Barack Obama venha a se tornar o presidente dos EUA, a partir de 20 de janeiro de 2009. A dedução se dá pelo fato de que, ao encontrar-se com o primeiro-ministro iraniano Nuri Al-Maliki, Obama disse que em 16 meses providenciaria a retirada, que é pedida pelos iranianos.
O fato, no entanto, é que Obama está agindo como se já tivesse sido eleito presidente americano e isto está desgostando profundamente o governo Bush, que tem outros planos para o Iraque. Os quais não prevêem uma saída tão rápida. Até porque houve múltiplos erros de avaliação na tomada do Iraque, que prejudicaram os planos de algumas corporações que deram apoio a Bush nessa tarefa. Especialmente, a do petróleo e a da construção. Essas precisam de mais tempo e de maior estabilidade no país para implantar seus projetos. É por isto que Bush estende o tempo de retirada.
Diante disto, será preciso conferir se, uma vez eleito, Obama irá bater de frente com essas corporações para fazer valer sua vontade. Tudo vai depender, logicamente, da forma das corporações que o apoiam.