Hilary Clinton venceu a primária democrata da Virginia Ocidental, fato que não altera a marcha de Barack Obama para ser o indicado pelo partido às eleições presidenciais de novembro. Até porque Hilary já não consegue mais alcançar o número de delegados suficientes para obter a indicação. E Obama em seus pronunciamentos já não visa mais a sua rival de partido, mas o alvo maior que é o candidato republicano John McCain.
Diante deste quadro começa a crescer o movimento pelo que está sendo chamado pelos democratas de “a chapa dos sonhos”, formada por Obama para a presidência e Hilary como vice. Diante disto, surgem as avaliações sobre os prós e contra dessa chapa. O principal fator aglutinador é a atração de negros, mulheres, jovens, operários brancos, etc. Tem também a adesão forte dos Clinton para neutralizar as críticas sobre a inexperiência de Obama.
Como pontos contrários são apontados: o fato de que a indicação de Hilary neutralizaria o que Obama representa “de novo”, afastando os jovens: uma mulher e um negro afastaria o eleitorado conservador. Bem, mas o eleitorado conservador é de McCain. E o que se observa é que uma chapa conjunta tem muito mais a ganhar do que a perder.