O governo Bush, como se sabe, manteve-se fora do Protocolo de Kyoto, que estabeleceu bases para a redução em 5,2% em relação a 1999 das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Pois o governo Obama já manifestou a sua disposição de mudar esse quadro. E sua estréia no cenário internacional se deu nesta quinta-feira, em Bonn, em encontro promovido pelas Nações Unidas. O objetivo do governo Obama é, até 2020, cortar em 16% as emissões de CO2 em relação a 1999. A intensificação continuaria para chegar a 42% em 2030 e 83% em 2050.
O sitema decréditos de Carbono é parte essencial deste esquema e Obama pretende colocá-lo em funcionamento o mais rápido possível. O governo quer executar as metas já a partide 2010 e conta com receitas advindas da venda de permissões já em 2012. Em seus planos, o governo pretende arrecadar 646 bilhões de dólares, que serão utilizados, em grande parte, para reduzir o custo da transição das indústrias, hoje altamente dependentes das emissões. Ações para incentivar energias renováveis são parte vital do processo. As empresas terão de utilizar, em percentual crescente, fontes de energia solar, biomassa ou eólica. Começa com 6% em 2012 e chega até 25% em 2025.
Como se observa, os tempos de Bush, felizmente, vão ficando para trás.