A votação no Congresso, que poderia ser a última cartada para Manuel Zelaya tentar voltar ao governo de Honduras, se constituiu em mais uma derrota para o presidente deposto. Confirmando o que se especulava, o Congresso acompanhou a decisão da Suprema Corte e votou pelo não retorno de Zelaya. E não foi uma votação parelha. No congresso de 128 deputados, Zelaya conseguiu os votos de apenas 9 parlamentares. Portanto, foi de goleada.
Roberto Micheletti, que havia se afastado do cargo durante as eleições, retorna ao poder para conduzir o país até a posse, a 27 de janeiro, de Porfírio Lobo, o presidente eleito no domingo. Nesse meio tempo, será preciso definir o que vão fazer com Zelaya, que segue vivendo por conta da embaixada brasileira. E, diferentemente do que ocorria antes da eleição de domingo, o Brasil não tem mais força política para defender o retorno de Zelaya ao governo. Até porque, Zelaya tem um mínimo respaldo interno. Assim, o que ainda poderá acontecer é Zelaya se tornar um hóspede brasileiro aqui no Brasil.