O debate de ontem à noite na Universidade de de Hofstra, em Hempstead, no Estado de Nova York, era a derradeira oportunidade para John McCain reverter a vantagem que Barack Obama somou nos últimos tempos. Não conseguiu. Segundo pesquisa da rede de TV CNN, para 58% dos entrevistados Barack Obama foi o vencedor, contra 31% que entenderam McCain ter ido melhor.
Mais uma vez o debate foi morno. A agressividade que se esperava não aconteceu, fora algumas pequenas estocados de um no outro. Os temas foram os mesmos de outras ocasiões, como, por exemplo, a busca de soluções para a dependência energética. McCain insistiu em aumentar a produção de petróleo em solo americano, mas incluindo ainda a produção de energia nuclear. Obama quer energia alternativa, não poluente como o petróleo, nem tampouco de risco, como a nuclear. McCain falou em cortas os subsídios ao etanol brasileiro. Não está por dentro, porque o nosso etanol é taxado ao entrar nos EUA. O etanol que recebe subsídio é o próprio americano, que é produzido a partir do milho. Portanto, já demonstou desconhecer um ponto chave da questão energética.
McCain também tentou algo que é quase impossível, se desligar do atual governo. “Eu não sou o presidente Bush”, disse ele para Obama a certa altura do debate. Não é Bush, mas é republicano como Bush. E, portanto, como disse Obama, iria fazer o mesmo que fez o atual presidente.
De forma que o debate não alterou o curso dos acontecimentos. Apenas sedimentou um pouco mais o caminho de Obama para a vitória.