Com a vitória assegura nas primárias de hoje em Montana e Dakota do Sul, Barack Obama deve ser anunciado com o candidato dos democratas às eleições presidenciais dos EUA em 4 de novembro. Relembrando o início da campanha democrata há mais de um ano, Hilary Clinton era apontada na ocasião como a virtual candidata do partido. Vinha de uma extensa exposição para a mídia, desde os tempos em que era primeira-dama, chegando até ao destacado posto de senadora por Nova York. E tinha ainda o respaldo do marido, Bill Clinton, um dos mais prestigiados presidentes dos EUA nos últimos anos. E, além disto, Hilary mostrou ter muita determinação pela busca da indicação, tanto que até agora ainda não desistiu oficialmente da carreira, embora já esteja virtualmente derrotada.
Correndo por fora, Obama representou o novo nos EUA. É jovem, é negro, tem carisma e, sobretudo, é discreto. Com estas características ele irá se contrapor a John McCain, o candidato republicano, que já passou dos 70 anos, é conservador e favorável ao expansionismo belicoso de Bush, que levou ao atoleiro do Iraque. Aliás, quanto a esse conflito, as posições de McCain e Obama são completamente opostas. Enquanto o republicano quer dar seqüência à ação bélica, o democrata quer a retirada gradual, mas rápida, das tropas americanas do Iraque.
Com a indicação de Obama, fica a expectativa sobre a chamada “chapa dos sonhos”, formada por ele e com Hilary de vice. Parece ser difícil. Mas Hilary se mostra disposta a dar apoio a Obama. Só que deixou no ar uma condicionante. Disse que antes precisa resolver a dívida da campanha, estimada em 20 milhões de dólares. Ou seja, se os apoiadores de Obama ajudarem a resolver este problema ela vai para a linha de frente. Caso contrário….