O presidente americano Barack Obama mais uma vez está apelando para a colaboração do presidente Lula. Desta vez é com relação ao que está sendo discutido na Conferência das Nações Unidos sobre o Clima, que termina nesta sexta-feira em Copenhague. Segundo os informes, Obama teria pedido a colaboração de Lula para se alcançar um resultado positivo na cúpula. Desta vez, no entanto, Obama pode fazer muitíssimo mais do que Lula. Afinal, ele dirige o país que compete com a China como o mais poluidor do mundo. País que, sob o governo de George Bush, se negou a assinar o Protocolo de Kyoto. E o que se esperava de Obama – que ao assumir falou tanto em energia alternativa limpa – oferecesse uma proposta marcante na conferência. A proposta americana, na realidade, é marcante pela limitação de sua abrangência.
Os EUA endureceram sua postura ao se negar a mudar as datas de referência para a redução de gases do efeito estufa, segundo o grupo ambientalista Greenpeace. Antes de ir a Copenhague, Washington tinha oferecido reduzir suas emissões de CO2 em 17% até 2020 em relação a 2005, o que representa 4%, em comparação com os parâmetros usados pela União Europeia e por outros países industrializados, que partem de 1990. Mas, como tudo é negociação, espera-se que Obama venha aderir à data de 1990. Caso contrário, passará para a história como um seguidor da política de Bush.