O democrata Joe Biden e a senadora republicana Sarah Palin protagonizaram ontem à noite o primeiro e único debate entre os candidatos à vice-presidência dos EUA. Um aspecto chamou a atenção no debate. Indago sobre o que faria caso assumisse a presidência, Biden afirmou que manteria as propostas de Obama, especialmente, a de mudar a doutrina Bush de imposição e remediação por uma doutrina de prevenção. Já a senadora Palin, ao responder a mesma pergunta, disse que poderia ter idéias diferentes das de McCain.
Na realidade, o democrata Biden deitou e rolou no debate, especialmente nas questões de política externa, que constituem o seu forte. Um conhecimento que adquiriu com base não só na teoria, mas também na prática. Na guerra da Bósnia, travada de 1992 a 1995, ele teve um papel fundamental no processo de pacificação. Quanto à guerra do Iraque, sempre foi contra, assim como Obama. Biden disse ter avisado que a guerra seria um erro. Ressaltou que se fossem sem apoio, a guerra custaria milhões de dólares e iria durar décadas. O que, aliás, está se concretizando.
Aliás, os erros da guerra no Iraque, que agora despontam de forma cada vez mais intensa e a crise financeira gerada nos EUA e que se espalhou para o mundo, se constituem em dois fatores importantíssimos a minar a candidatura dos republicanos. Não é sem razão que Obama disparou nas pesquisas nas últimas semanas. E, a estas alturas, só um fato muito relevante para tirar a vitória de Obama.