A guerra que se estabeleceu pelo mundo e que envolve o site de notícias WikiLeaks se amplia cada vez mais, porém, está bem definida. Senão vejamos: de um lado estão os contra: EUA, alvo dos vazamentos; Suécia, que pede a extradição de Julian Assenge acusado de cometer crimes sexuais; Amazon, empresa americana que parou de hospedar o site; EveryDNS, outra empresa americana que suspendeu o serviço de domínio ao site; Pay Pal, site que cancelou conta aberta pelo WikiLeaks para arrecadar doações; Suiss PostFinance, banco suíço que suspendeu as contas de Assenge; Visa e Mastercard, empresas de cartão de crédito que suspenderam os pagamentos ao site.
Do outro lado, a favor de Assenge, estão os cinco jornais que receberam os 250 mil documentos vazados, o americano “The New York Times”, o britânico “The Guardian”, o espanhol “El País”, o francês “Le Monde” e o alemão “Der Spiegel”. Todos publicaram editoriais, artigos ou vídeos defendendo o sigilo das fontes. Estão também os hackers “Ativistas Virtuais” e “Anônimos”, que atacaram Visa, Mastercard, Promotoria sueca e Swiss PostFinance e que criaram mais de 500 espelhos, evitando que o WikiLeaks saia do ar. Também a rede social Facebook, a qual afirmou que não vai cancelar a página de Assenge. E somou-se ainda o governo da Austrália, país de origem de Assenge, que ofereceu apoio jurídico ao fundador do site e argumentou, com muita propriedade, que a responsabilidade pelos vazamentos é dos EUA.