Enquanto o presidente americano Barack Obama busca uma reaproximação com o seu colega da Rússia Dmitri Medvedev, a Otan anuncia mais um avanço para o Leste, com a inclusão de Albânia e Croácia no organismo. Vale lembrar que esse avanço da Aliança Atlântica para a área de influência da antiga União Soviética é um dos motivos das desavenças de Moscou com Washington. Todavia, os dois novos integrantes da Otan não se constituem propriamente em países que estiveram sob o tacão soviético. Foram comunistas, é verdade, mas com um comunismo diferenciado.
A Croácia, desde o início até quase o fim do século XX, fez parte da Iugoslávia, país governado a maior parte do tempo por Josip Broz Tito e que se caracterizou por uma desvinculação com Moscou. A Iugoslávia não seguiu a cartilha do Kremlin, tendo desenvolvido um tipo de comunismo mais aberto, que permitiu o desenvolvimento do país. País que desintegrou-se a partir de 1991, resultando em seis outros. Um deles, a Sérvia, manteve um certo vínculo com Moscou. Outro, a Eslovênia, já aderiu à Otan, o que está fazendo agora a Croácia.
Já a Albânia se tornou um país diferenciado. Tomado pelos comunistas ao tempo da Segunda Guerra, foi governado até 1985 com mão de ferro por Enver Hoxha. Rompeu com a Rússia e a China, seguiu um sistema próprio, isolando-se do mundo, apesar de ser um dos países mais pobres da Europa. Redemocratizado ao final dos anos 1990, busca agora as benesses de fazer parte da Aliança Atlântica.