O general Floriano Peixoto Vieira Neto, comandante geral da Minustah,a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, disse que aquele país retrocedeu seis anos. Este é exatamente o período de permanência das forças brasileiras no Haiti. Com o que, o general admite que, com o terremoto, o país retrocede às condições de instabilidades anteriores à chegada das tropas brasileiras,em 2004. Mas o cálculo do general ainda é otimista, porque em 2004 não tinha a destruição que hoje é presenciada no país. O que poderia levar a perda para mais outros seis anos ou mais.
Mas há um diferencial. Desta vez o Haiti chegou ao fundo do poço. Se antes os acontecimentos do país comoviam e serviam para mobilizar algumas pessoas em alguns países, hoje, tocaram ao mundo inteiro. Não há quem não tenha sido tocado por esse horror, vitimando o povo mais miserável da América Latina. E isto está demandando uma mobilização internacional para a recuperação do país. Porém, mais do que recuperá-lo, será preciso dar-lhe estabalidade. E isto poderá vir se for levada adiante esta parceria que começa a se estruturar entre Brasil e EUA.
As forças brasileiras já demonstraram competência em termos de restabelecer a ordem. As americanas chegam com o seu conhecimento e recursos tecnológicos para recuperação da infra-estrutura. Este somatório poderá ser o fator de equilíbrio para o Haiti.