O presidente Barack Obama levou nesta quarta-feira uma espinafrada da China, que acusou os EUA de não respeitar o seu desenvolvimento militar. As relações de Pequim com Washington já estão estremecidas desde janeiro, quando Obama anunciou uma venda de armas no valor de 6,4 bilhões de dólares para Taiwan. Não se pode esquecer que a China considera Taiwan parte de seu território, embora a ilha tenha um governo próprio desde 1949, quando para ali de refugiou o líder nacionalista Shian Kai-shek, fugindo da revolução comunista que tomou conta do continente. A bronca dos chineses é com um relatório “secreto” do Pentágono sobre o poderio militar chinês. O Departamento de Defesa dos EUA afirmou em seu relatório anual sobre a China que o gigante asiático vem renovando seu arsenal de mísseis baseados em terra, expandindo sua força submarina e modernizando suas forças nucleares. O país aumenta a capacidade de ação militar contra Taiwan e, paralelamente, expande seu poder no mar da China Oriental e do Sul, o oceano Índico e o Pacífico.
Tudo isto não se constitui novidade. Há muito que a China já estabeleceu uma aliança militar defensiva que envolve 61% da Eurásia e a auto-suficiência bélica. Então, fazer comentários sobre este poderio só serve para prejudicar as relações bilaterais, conforme disse o porta-voz do Ministério da Defesa da China, Geng Yangsheng.