Xangai é uma cidade que vem experimentando uma profunda transformação, especialmente, nesses anos 2000. A chegada do capital e do empreendedor estrangeiros, aliados à construção de enormes arranha-céus, cada um com uma arquitetura diferenciada, provocou também uma transformação nos usos e costumes da população. A propósito, o jornal Global Times, publicado em inglês a partir de Pequim, trás na sua edição desta quinta-feira um artigo interessante sob o título: “Toaletes chinesas como parte da revolução cultural”. Diz o articulista Deng Gang que o melhor julgamento que se pode fazer de um país é olhar para três fatores: dentes, tráfego e toaletes. A saúde dental reflete o nível de cuidados medicinais, o tráfego demonstra quanto a população está comprometida com o cumprimento das leis e dos princípios, enquanto que as toaletes refletem o nível de infra-estrutura e civilização.
Embora a importância dos três fatores, o articulista se detém na questão da toalete, visto que a prefeitura de Xangai criou há cinco anos uma Associação das Toaletes Públicas”. A partir de então, a toalete provocou uma nova revolução cultural na China. Especialmente, porque grande parte da população não tinha o hábito do uso da toalete. Porém, mesmo saudando o avanço que se deu em Xangai, que é uma cidade pioneira no país em termos de avanços, ainda há muito o que melhorar. Mas, de qualquer forma é “um pequeno passo para a civilização” e mostra que a revolução da toalete na China está apenas começando, diz Gang.
Por outro lado, enquanto trata de minimizar os estragos da chuva no Sul, o governo chinês busca implementar um programa de proteção das fontes de fornecimento de água para as cidades. Foi lançado o Plano de Proteção das Fontes Urbanas de Água para Beber. O programa, que é liderado pelo Ministério do Meio Ambiente, é previsto para ser desenvolvido até 2020, com um custo estimado em 8,5 bilhões de dólares. Envolve a remoção de construções ilegais, fechamento de fábricas poluidoras e adaptação das condições de fazendas que criam animais. Ou seja, buscam a proteção do lençol freático. Afinal, fornecer água em condições para 1,4 bilhão de pessoas não é tarefa fácil.