A Gazprom – a estatal russa do gás – acaba de determinar uma redução de 25% no gás fornecido para a Ucrânia. Já havia cortado outros 25% na segunda-feira, assim, os ucranianos estão recebendo metade do gás natural a que estão acostumados.
Por trás da briga com a Ucrânia há o componente político. A primeira-ministra Iulia Timoshenko é uma das líderes da “revolução laranja”, que visou tirar a influência russa sobre a antiga república soviética.
A ação, logicamente, tem o apoio do presidente eleito da Rússia Dmitri Medvedev. Ele ganhou a eleição de domingo com 70,28% dos votos, assume a 7 de maio.. Ele foi presidente da Gazprom de 2000 a fevereiro de 2008. Daí o fato de estar muito por dentro do que está sendo praticado. E a Europa não pode chiar em defesa da Ucrânia. A empresa russa fornece 25% do gás consumido pela União Européia.