Conforme era previsto, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a aplicação de novas sanções ao Irã, por causa de seu programa nuclear, praticamente desprezando o acordo que Brasil e Turquia firmaram com Teerã. Quem colocou a questão com muito propósito foi a embaixadora brasileira da ONU, Maria Luiza Viotti, a qual afirmou que, “na nossa visão”, a resolução “atrasará, em vez de acelerar, uma solução para a questão”. Na real, atrasará mais, pois o Conselho desprezou o acordo conseguido por Brasil e Turquia que, se não era amplo o necessário, era pelo menos algo concreto em termos de acordo. Poderiam ter trabalhado em cima daquele documento. Até porque ele contemplou todos os pontos que o presidente Obama havia sugerido ao presidente Lula para serem observados. Aliás, não deu para entender o presidente americano, que mandou uma carta com sugestões e depois desprezou o acordo que contemplou suas sugestões. Logicamente que pressionado pelos “falcões” americanos. Dá para se perceber que Obama está muito distante da política externa que pregou quando era candidato e que tentou praticar depois que assumiu. Hoje, vê-se que a política externa dos EUA é ditada pela secretária de Estado Hilary Clinton, que tem uma posição muito mais radical do que a de Obama.
As novas sanções devem vetar investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã. Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares. Também deve haver novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.
Será que com isto se pode esperar que Ahmadinejad venha para a mesa de negociação?