Dois aspectos precisam ser analisados hoje na passagem destes sete anos dos atentados de Nova York, Washington e Pensilvânia. Em primeiro lugar é preciso ressaltar o ato nefasto. Praticado sob o comando de mentes deturpadas e malignas. Mentes que se tornam mais nefastas por convencer outras a praticar um ato de terror como se fosse em nome de Deus. Nenhuma injustiça do mundo justifica atos como os do 11 de setembro de 2001.
Mas como estes atos ocorreram, vem o outro aspecto a ser analisado: a reação de quem foi atacado. Reação que, logicamente, ficou por conta do presidente George Bush. E que no início foi no alvo certo: o Afeganistão, cujo nefasto regime do Talibã dava guarida ao autor intelectual do 11 de setembro, Bin Laden e de seus asseclas da Al Qaeda, executores do ato. Chegou a tirar o Talibã do poder. Mas não o aniquilou. Apenas o empurrou para as montanhas do sul do país, junto com Bin Laden e a Al Qaeda. E aí Bush, atendendo os reclamos das corporações que o elegeram – petróleo, armas e construção – se voltou para o Iraque.
E o que temos hoje, quando os candidatos à presidência dos EUA caminham juntos pelo local em que ficava o World Trade Center? Temos que, pela má condução do processo de represália pelo presidente Bush, o Talibã ameaça retomar o poder no Afeganistão e a Al Qaeda segue atuando não só naquele país, mas também no Paquistão e no Iraque. E Bin Laden segue dando as ordens.