Depois de mais de dois anos sem qualquer avanço no Afeganistão, os EUA conseguiram, finalmente, um feito, teoricamente, relevante. Mataram um dos principais líderes do Talibã, o mulá Dadullah Lang. Ele era o principal líder no sul do país, onde existe a maior resistência ao governo central, instalado com o apoio dos EUA. Talibã e Al Qaeda significam quase a mesma coisa. O grupo terrorista liderado por Bin Laden encontrou justamente no retrógrado regime que governava o Afeganistão a proteção para dali estruturar suas ações de terror. Tanto que, após o 11 de setembro de 2001, os EUA foram direto ao Afeganistão para caçar Bin Laden.
Tivessem os norte-americanos seguido com aquela ação desencadeada no Afeganistão e tentado ir com ela até o fim, hoje não existiria mais nem Al Qaeda e nem Talibã. Porém, ao invés de seguir adiante no Afeganistão, Bush resolveu atacar o Iraque, para atender os interesses de seus financiadores das companhias petrolíferas e da área da construção. Caçar Bin Laden nas inóspitas montanhas do Afeganistão era muito difícil. Tirar Saddam Hussein do poder era muito mais fácil. Bush então optou pelo Iraque, onde atualmente está atolado.
Agora, consegue marcar um ponto no Afeganistão. Mas é um ponto que seria significativo se houvesse lá uma ação concentrada. Como não há, o líder talibã que morreu será logo sucedido por um outro que, se morrer, já terá também seu substituto. Faz parte da estratégia.
O fato vem só comprovar o fracasso da política de Bush de combate ao terror.