O carro bomba colocado na Times Square, em Nova York, na noite deste sábado teve como consequência maior a perda de espetáculos da Brodway por muita gente que já tinha comprado ingresso. Felizmente, foi só isto. Descoberto, por acaso, por um vendedor de camisetas, o carro bomba teve os seus dispositivos explosivos desmontados por especialistas. Não se sabe exatamente que estrago a explosão poderia fazer, mas é provável que não fosse muito, pois o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse em entrevista coletiva que a bomba desativada –feita de propano, gasolina e fogos de artifício– parecia ter sido fabricada de forma rudimentar. Estava até saindo fumaça do banco traseiro do veículo, que, aliás, foi o que chamou a atenção do vendedor de camisetas. Ou seja, não foi um carro bomba produzido no estilo daqueles que são usados no Oriente Médio. Muito embora os talibãs do Paquistão tenham assumido a autoria da sua colocação no local em que foi encontrado. Autoria esta que é contestada pelo chefe de Polícia de Nova York, Raymond Kelly. Acontece que em um vídeo divulgado na internet, o grupo Talebã assume a responsabilidade pelo carro-bomba estacionado na Times Square, segundo o serviço SITE de monitoramento das redes extremistas na Web. Introduzido no YouTube, o vídeo afirma que o atentado foi realizado em represália à morte recente de dois líderes da Al Qaeda no Iraque e aos ataques de aviões sem piloto no Paquistão.
No atual contexto, tudo é possível. Agora, o fundamental é que a explosão não se concretizou, para sorte do governo de Barack Obama.