De maneira até certo ponto surpreendente, o candidato do governo Juan Manuel Santos, conquistou uma excelente votação no primeiro turno da eleição presidencial da Colômbia. Ficou a menos de 3 pontos percentuais para alcançar a vitória no primeiro turno, tendo em vista que alcançou 47,2% da votação. Também surpreendente, mas de forma negativa, foi o resultado de seu principal adversário, o candidato do Partido Verde, ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus, que fez 21% dos votos. Antes das eleições, as pesquisas apontavam um empate técnico entre os dois candidatos.
O que influiu fundamentalmente na vitória de Santos foi o governo de Álvaro Uribe, que tem 80% de aprovação do povo colombiano. Pois, com o apoio da máquina estatal, Santos bateu nos últimos dias de campanha na tecla do combate à guerrilha das Farc. Dizia que somente ele, que fora ministro da Defesa de Uribe, poderia dar continuidade no combate ao narcotráfico. E isto pesou muito, porque os colombianos, que viveram anos em meio aos atentados e assassinatos, tiveram em Uribe o governante que lhes devolveu a confiança, tornando suas principais cidades seguras novamente. Em contrapartida, Mockus acenava muito com as questões ambientais que, no atual contexto para os colombianos, estão longe de se comparar com a segurança.
Foi fundamentalmente aí que se sustentou a vitória de Santos, que agora terá que compor para o segundo turno, ou com Germán Vargas, do Partido Câmbio Radical, que teve 10% dos votos, ou com Gustavo Petro, do Pólo Democrático Alternativo, que chegou a 9% dos votos. Seja com quem for, dificilmente Santos deixará de ganhar no segundo turno.